terça-feira, 26 de setembro de 2017

JUVENTUS E NOVO PROGRESSO VENCEM; SÃO BENTO TAMBÉM VENCE COM GOLEADA DE 12 A 1



VIRGÍLIO BRAGA
JORNALISTA: 0003539/ES
 
O Campeonato Municipal de Futebol prosseguiu com vários jogos neste domingo (24). A rodada teve até goleada de 12 a 1. Jogando no campo do São Bento, o time da casa venceu o Aldeamento nas duas categorias. No jogo dos aspirantes, o São Bento venceu por 4 a 0. Já no jogo dos titulares, o São Bento lavou a alma e goleou o Aldeamento por 12 a 1. Já no estádio municipal Laurindo Barbosa, em Pancas, jogaram Nílton Sá e Novo Progresso. Na categoria aspirante, o jogo terminou em 0 a 0. Já no jogo dos titulares, o Novo Progresso venceu o Nílton Sá por 1 a 0. Em Vila Verde, distrito de Pancas, jogaram Juventus e Náutico. 1 a 1 foi o placar do jogo da categoria aspirante, sendo que o Juventus, time da casa, venceu o Náutico por 1 a 0 pela categoria titular. Os jogos (das categorias aspirante e titular) Vila Nova x Beira Mata, que iriam acontecer em Laginha, foram adiados, devido um evento (uma cavalgada) que aconteceu domingo no campo do Beira Mata, localizado às margens da rodovia ES-164. Com isso, as quartas de finais ainda estão indefinidas. Veja abaixo a classificação.

Grupo A (aspirante)
União.....10 pontos
Novo Progresso.....7
São Bento.....4
Aldeamento.....3
Nílton Sá.....3

Grupo A (titular)
União.....9 pontos
São Bento.....7
Novo Progresso.....7
Nílton Sá.....4
Aldeamento.....1

Grupo B (aspirante)
Juventus.....8
Náutico.....8
Palmeiras.....5
Vila Nova.....3
Beira Mata.....0

Grupo B (titular)
Juventus.....10
Náutico.....6
Palmeiras.....4
Beira Mata.....4
Vila Nova.....1

  FOTO: VIRGÍLIO BRAGA
Nílton Sá e Novo Progresso jogaram no estádio municipal Laurindo Barbosa, em Pancas

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

INCRÍVEL HISTÓRIA DE SOBREVIVÊNCIA



ADRIANO CIPRESTE
VIRGÍLIO BRAGA


O jornal O Mestre publica a primeira de história de vida de um cidadão de Pancas. A parceria é com o professor, contador e autor de livros Adriano Cipreste, que sempre terá total espaço no site do jornal para publicar histórias de vidas de vários panquenses. A primeira é de Darciano Tiago Mendonça. 

Darciano Tiago Mendonça, nascido em 23 de outubro de 1989 na cidade de Pancas – ES onde mora até hoje. Foi motorista da empresa de asfalto Tamasa engenharia S/A, e jogador amador de futebol pelo clube Associação Atlética União de Pancas. É um rapaz extrovertido de muitos amigos na cidade, namorado da professora Angélica Cristina Lauvers.
No dia 31 de janeiro de 2015, que era um sábado, e ele trabalhou até as 15 horas e após foi convidado para ir ao Clube da cidade e se divertir com amigos. As 17 horas resolveu ir para a casa pois disputaria uma partida de futebol logo em seguida no quadra de esportes. Ocorreu que desistiu da partida de futebol e foi ao bar do Zé Abelar e tomou cervejas com amigos, após decidiu pegar seu carro que estava com a namorada para ir a uma festa na zona rural do município chamado Córrego do Icaraí.
Darciano relata que ao chegar na casa da namorada, desistiu de ir a festa e pegou uma carona para voltar ao bar onde estava, porém no meio do caminho resolveu voltar, pegar o carro e ir para festa. Então voltou a casa da namorada e pegou o veículo por volta das 18h30. Chegando nas proximidades da Fazenda Bela Vista, percebeu que o carro estava na reserva, então diminuiu a velocidade e cogitou retornar, mas em seguida achou que a gasolina daria para ele chegar ao seu destino e então continuou. Aproximadamente quatro quilômetros depois, numa curva, Darciano vencido pelo cansaço cochilou e seu carro perdeu o controle e capotou por uma ribanceira de 40 metros. Desmaiou na hora e não soube dizer quanto tempo ficou inconsciente com exatidão, mas acredita que foi por quase duas horas. Quando acordou se desesperou pensando que estava dentro do carro capotado no meio do asfalto. Chegou acreditar que havia mais alguém com ele, pois o veículo se apoiou sobre seu cotovelo esquerdo e sua mão tocava o seu próprio rosto. Ele acreditou que havia matado alguém e gritava desesperado. Então percebeu que a mão gelada que tocava seu rosto, era sua própria mão. Ele tentou se levantar, puxando o braço preso, mas por mais que tentasse, não conseguia se libertar. Então se desesperou ainda mais, passou a acionar lanterna, buzina e aumentou o volume do som na esperança de que alguém ouvisse ou visse a luz do farol. Gritou por socorro por toda noite sem dormir nem um minuto.
Ele temia que o carro pegasse fogo e ele morresse carbonizado o que aumentou seu desespero. Foi fuzilado por pensamentos de morte enquanto formigas caminhavam sobre seu corpo atraídas pelo sangue. Ele podia ouvir barulhos de veículos a distância, mas perdia as esperanças pois ninguém o ouvia. Então se deu conta de que não estava tão próximo do asfalto como imaginava. Tentou cavar por baixo do braço com a chave do carro na tentativa de se soltar por horas e mais horas. Darciano foi tomado por uma ira crescente e quebrou o para-brisa pegando um caco de vidro para tentar cortar o braço fora. Ele acredita que Deus falou em seu ouvido para parar o corte, que já havia começado. Acredita também ter ouvido que não era para fazer aquilo pois ele estava guardado. Foi o momento que teve calma e recorreu a Deus em oração pedindo misericórdia por sua vida. Darciano relata que a partir do momento que ouviu uma suave voz falando com ele, se acalmou e teve fé de que iria ser resgatado. Se preocupou com sua família e como eles estavam naquelas horas.
Por volta de 8 horas do dia seguinte, um cansaço o venceu e ele adormeceu por cerca de 40 minutos e acordou novamente desesperado com o mugido de uma vaca. Novamente entrou em pânico com a possibilidade de não ser resgatado. Continuava ouvindo o som de veículos, e como a bateria já havia acabado passou a gritar por socorro. Novamente buscou a Deus e teve calma e tranquilidade, continuou cavando, mas até o momento em vão. Pensamentos de morte voltaram a lhe incomodar achando que poderia ser esquecido e morrer de fome, cede ou por infecção.
Darciano ouviu um carro com som alto e pensou ser de amigos que viriam lhe resgatar, mas o veículo passou por ele e se foi, novamente se desesperou. A partir desse momento, passou a não acreditar mais que seria resgatado, decidiu pedir perdão a Deus pois iria morrer, mas quando não havia mais esperanças, ouviu novamente o carro com o som alto parar no alto da serra.
A namorada Angélica estava no carro de som e pediu para parar o carro em busca de sinal telefônico para ligar para os parentes para ver se Darciano havia sido encontrado. Nesse momento ela fez uma oração pedindo a Deus que mostrasse onde estava seu namorado, mas ainda não conseguiu encontra-lo, ela não o ouviu gritar, voltou para o carro e seguiu para Pancas. Aproximadamente 400 metros depois ela pediu que parasse o carro e voltasse ao lugar onde havia uma cerca quebrada, aparentemente por animais. Então manobraram o veículo e retornaram e observaram melhor, conseguindo enfim ver o carro de Darciano capotado.
O irmão Deivyson e o amigo Fernando desceram ao local sobre os gritos desesperados de Deivyson que acreditava que ele estava morto. Ouviram então Darciano pedir socorro e para lhe tirarem dali. E apesar de tentarem, não conseguiram mover o carro, então o amigo Roberto desceu para ajudar e um rapaz misterioso puxou o seu braço direito e enfim lhe retirou. Ele estava muito fraco e esse rapaz que ninguém reconheceu e que nunca mais viu o ajudou a subir.
Chegando ao alto, encontrou a namorada Angélica e amiga Juliana e tomou uma garrafa de 600 ml de água, em seguida pediu que ligassem para sua mãe e avisasse que ele estava bem e seguiram para o hospital. Darciano não quis esperar pela ambulância, decidiu ir logo ao hospital. Foi levado então e enfim teve os primeiros socorros e foi encaminhado com urgência para Colatina. Ao chegar em Colatina, sentia muita sede e tomou muita água, porém não urinava, e quando enfim urinou, o líquido tinha coloração preta. Ele então foi informado pelo médico que seu rins não estava funcionando direito e ele só poderia tomar 250 ml de água por dia. Lhe colocaram uma tala no braço, mas não houve resultado, a equipe médica então decidiu amputar o braço para lhe salvar a vida. Seus familiares se desesperaram, ele porém ficou tranquilo pois preferia perder o braço do que a vida. Decidiu assinar a documentação para amputar seu braço, que segundo os médicos, quanto mais tempo passasse, mais perigoso seria. Informou sua mãe de sua decisão e teve o braço amputado. Após ainda ficou internado na UTI por doze dias, fazendo tratamento de hemodiálise. No segundo dia de UTI brincou com a enfermeira lhe dizendo que sentiria falta de coçar o braço amputado, ela sorriu e disse que ele era um caso curado.
Darciano está bem, porém tem problemas com insônia e se lembra pelas madrugadas da terrível noite que teve. Descobriu também que poderia ter problemas renais por toda da vida, mas milagrosamente seus rins se recuperaram.
Ainda após sair da UTI ficou internado por mais 7 dias e chegou a pegar uma infecção hospitalar tendo que ficar isolado. Ainda não havia se recuperado completamente dos problemas renais, e chegou a engordar 20 quilos devido a retenção de líquido do seu corpo. Recebeu apoio dos amigos, familiares e a namorada. Aos poucos foi sendo curado podendo inclusive dar breves caminhadas.
Darciano hoje é um jovem recuperado, se tornou mais temente a Deus. Voltou a praticar esportes sendo campeão de futebol pelo Bairro Nilton Sá, e ainda eleito o segundo melhor jogador do campeonato. Ele se acha um vencedor e um exemplo por tantos terem o corpo perfeito, sem as limitações que ele tem, e não terem suas perspectivas positivas. Não se acha diferente de ninguém, não sofre preconceitos e é muito querido pela população de Pancas.
Darciano é um sobrevivente e vencedor.
  FOTOS: ACERVO PESSOAL
Darciano em família

Veículo em que sofreu o acidente, que quase tirou sua vida
Em mais um jogo com a camisa do União, time tradicional de Pancas

PANQUENSE É DESTAQUE NA BIENAL DO RIO DE JANEIRO



                                                                                                                                                          FOTO: DIVULGAÇÃO
Adriano Cipreste na Bienal com leitoras de seu primeiro livro
Um dos maiores encontros literários do país foi realizado entre os dias 31 de agosto a 10 setembro deste ano no Rio de Janeiro. O evento contou com cerca de 680 mil visitantes e muitas celebridades do mundo todo. Escritores famosos com o ator Lázaro Ramos, o cartunista Mauricio de Sousa, Ziraldo, Lobão entre tantos outros famosos. Também marcaram presença na Bienal vários grandes escritores do mundo todo. Um dos representante do Espírito Santo no evento foi o professor panquense Adriano Cipreste que lançou seu livro, o romance “A Fuga do Lugar das Sombras”, publicado pela editora de Ribeirão Preto, a Selo jovem. Ele precisou de apenas três dias para esgotar todo seu acervo. Para Adriano, o evento foi um divisor de águas, marcante e sensacional, onde teve contato direto com outros grandes escritores e leitores de todo o Brasil.  Em dezembro deste ano, estará lançando seu segundo livro que se chama “Horas de amor e tensão” também pela Editora Selo Jovem. Atualmente Adriano trabalha em seu terceiro livro, que pretende lançar no ano de 2018 com o nome “A maldição do não amor”. Parabéns ao panquense pelo grande sucesso. Adriano terá espaço (uma coluna) no jornal O Mestre, onde irá escrever histórias de vidas de vários panquenses. Em breve será publicada a primeira.