sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ES VAI USAR TORNOZELEIRAS ELETRÔNICAS PARA MONITORAR PRESOS



A partir desta quinta-feira (04), presos do Espírito Santo poderão utilizar as tornozeleiras eletrônicas. Esse monitoramento será uma alternativa à prisão, nos casos em que a lei permite o uso desse equipamento. A determinação do uso da fiscalização eletrônica será definida pelo Poder Judiciário.
O anúncio do novo serviço foi feito na manhã desta quinta (04) pelo governador Renato Casagrande (PSB) e pelo secretário de Estado da Justiça Eugênio Coutinho Ricas, em coletiva de imprensa, no Palácio Anchieta, em Vitória.
A intenção da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) é que as tornozeleiras eletrônicas sejam utilizadas por presos do regime semiaberto e presos provisórios cujas penas não ultrapassem quatro anos de detenção. Contudo, a determinação do uso da fiscalização eletrônica será definida pelo Poder Judiciário.
Tornozeleira eletrônica que serão usadas por presos do Estado
O governador Renato Casagrande comemorou a novidade e afirmou que a contratação desse serviço é o primeiro passo para a implantação de uma nova cultura no Espírito Santo.
“Em 2014, tivemos um acréscimo de 1.200 presos no sistema penitenciário capixaba. Nessa progressão, a necessidade de investimentos no sistema não tem fim. Cientes disso, e sabendo que só a prisão não resolve o problema, ampliamos as ações de ressocialização das pessoas presas - para reduzir o ritmo de novas entradas e diminuir a reincidência criminal - e buscamos alternativas ao encarceramento, com o uso das tornozeleiras eletrônicas”, explicou o governador.
De acordo com o secretário de Estado da Justiça Eugênio Coutinho Ricas, os presos monitorados eletronicamente serão vigiados 24 horas por dia por funcionários treinados, em uma central de videomonitoramento, localizada em Vitória. “Inicialmente, o Estado disponibilizará 500 tornozeleiras eletrônicas para uso imediato. “Porém, esse número pode chegar a seis mil, conforme prevê o edital de contratação da empresa que fará o monitoramento eletrônico dos presos”, explicou.
Ricas também destacou as vantagens do uso do equipamento. “Além de evitar o excesso de presos nas unidades prisionais e humanizar o sistema penitenciário, o uso das tornozeleiras reduzirá os gastos do Estado. Atualmente, um preso custa R$ 2,5 mil por mês ao Estado. Com o uso do monitoramento eletrônico, esse custo será de R$ 163, por mês”, revelou.
Também participaram da cerimônia o promotor de Justiça Fabio Vello, a juíza Sayonara Couto Bittencourt, titular da 1ª Vara Criminal da Serra, e o defensor público geral do Estado, Gilmar Alves Batista, além do secretário de Estado de Ações Estratégicas Álvaro Duboc Fajardo.

  MONITORAMENTO ELETRÔNICO

O Sistema de Monitoramento Eletrônico de Custodia do é composto por tornozeleira eletrônica, software de monitorado, central de monitoramento eletrônico e central de manutenção e suporte.
A tornozeleira eletrônica é o equipamento que fica atado ao tornozelo da perna direita de sentenciados, por período determinado judicialmente, e impõe rígido controle e fiscalização de movimentação em perímetro pré-determinado.
Além de ser feita de material antialérgico, é sensível a qualquer tentativa de reposicionamento ou rompimento, ações identificadas como infração pelo sistema.
O equipamento deve ter a bateria carregada todos os dias, mas não é necessário que o usuário fique preso à tomada. A bateria para recarga é móvel e realiza a ação a qualquer tempo e lugar mantendo a mobilidade do usuário. O equipamento é resistente à água, o que permite banhos de chuveiro e exposição à chuva.
Assim que é atado ao custodiado, o dispositivo passa a rastreá-lo com o uso de tecnologia GPS e GPRS. Qualquer violação pelo usuário das condições, normas e padrões estabelecidos pela decisão judicial que determinou o uso do equipamento gera alertas instantâneos no sistema e essas infrações podem causar a perda do benefício.
Na central de monitoramento, os atendentes acompanham a rota feita por cada custodiado em mapa digital disponível na tela do sistema. Qualquer infração gera abertura de ocorrência e os atendentes podem contactar o apenado.
O governador Renato Casagrande (PSB) comemorou a novidade
A Central de Manutenção e Suporte é responsável pela instalação e desinstalação das tornozeleiras, assim como o atendimento em caso de problemas no equipamento. A qualquer momento, é possível emitir relatórios que indicam a movimentação dos usuários das tornozeleiras em dias, semanas e meses, conforme recorte desejado, assim como listam as infrações cometidas.
Com o monitoramento, feito por meio de sinal de celular, com tecnologia GSM e GPRS, funcionários de uma central de monitoramento poderão acompanhar, em tempo real, a movimentação de todos os presos. Conforme determinação judicial, as áreas e os locais em que o preso poderá circular serão previamente cadastrados.
Uma linha telefônica gratuita também foi criada para facilitar a comunicação entre os presos que utilizam as tornozeleiras e os funcionários da central de monitoramento. O sistema também será interligado ao Ciodes e a Polícia Militar poderá ser acionada quando houver necessidade de recaptura de algum preso.

TIPOS DE MONITORAMENTO

Localização contínua: o preso é monitorado continuamente e o dispositivo de rastreamento comunica-se com o software de monitoramento eletrônico, em intervalos com tempo configurável, para enviar as informações referentes ao funcionamento do dispositivo, como localização e condições gerais do equipamento. As informações consolidadas pelo software são visualizadas por operadores da Central de Monitoramento Eletrônico 24 horas por dia e em todos os dias da semana.
Monitoramento por inclusão: o preso é autorizado a transitar por área delimitada pelo juiz e, em caso de desobediência, o sistema de localização contínua gera alerta de violação da regra.
Monitoramento por exclusão: o preso é proibido de transitar por regiões determinadas pelo juiz e, em caso de desobediência, o sistema de localização contínua gera alerta de violação da regra.
Histórico de localizações: a qualquer momento, o sistema permite a emissão de relatórios de toda movimentação do custodiado conforme recorte de períodos determinados pelo solicitante, tais como dias, semanas e meses.
O que é considerada infração?
Afastamento da área de inclusão: quando o usuário sair das áreas de circulação estipuladas pelo juiz;
Violação da área de exclusão: quando o monitorado entrar em áreas classificadas como proibidas;
Alertas de bateria: quando o custodiado desobedece a recomendação de carga diária de seu equipamento. Esse alerta chega ao custodiado por meio de sinais vibratórios emitidos pela tornozeleira eletrônica, indicando que a carga do equipamento encontra-se em nível crítico e a bateria precisa ser recarregada imediatamente;
Rompimento total ou parcial da caixa: quando há violação, por meio de intervenção humana proposital ou não, do gabinete da tornozeleira (caixa presa à pulseira), instalada no tornozelo da perna direita do apenado;
Rompimento total ou parcial da pulseira: quando há violação, por meio de intervenção humana proposital ou não, da pulseira de fixação da tornozeleira instalada no tornozelo da perna direita do sentenciado;
Ausência de sinal de GPS/GSM: quando o equipamento para de enviar ao sistema sinal com a localização do custodiado.

Fotos: Thiago Guimarães/Secom-ES

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

MORADORES FAZEM OBRAS EM BAIRRO DE PANCAS

VIRGÍLIO BRAGA

Cansados de esperar o poder público de Pancas, moradores do Bairro Nossa Senhora Aparecida, estão colocando suas “mãos na massa”, literalmente. A pedido dos líderes do movimento do bairro, a reportagem do jornal O Mestre esteve na manhã deste domingo (30), para assim divulgar o trabalho desses moradores, que vêm realizando obras de melhorias no bairro, há alguns meses. Vários moradores do bairro e alguns de fora, começaram bem cedo, às 05h00 da manhã, a construir uma espécie de ponte, para fazer ligação ao calçamento, feito na gestão do ex-prefeito Luiz Schumacher (DEM). O movimento conta com pedreiros, motoristas, frentista, entre outras profissões. A ideia é fazer ainda um muro de arrimo para abrir uma rua para veículos trafegarem. Há alguns meses atrás, esse movimento começou há fazer as duas “cabeças” desta pequena ponte, que é bem estruturada, por sinal. Ali, segundo os moradores, quando está chovendo, os mesmos ficam impossibilitados de passar a pé, devido uma grande enxurrada, vindo da parte alta do bairro. Para realizar essas obras, o movimento conseguiu várias doações de diversos seguimentos da sociedade. A prefeitura doou somente alguns sacos de cimento, brita e alguns trilhos de ferro, que foram usados para fazer a laje da ponte neste domingo. A reportagem pôde constatar o grande descaso em todo o bairro, que ainda é muito carente em infraestrutura. A localidade possui diversas ruas estreitas e becos, onde dificultam o acesso dos moradores. O bairro também tem crescido muito, diante de várias construções que são feitas próximo há um “pastão”. Todos os moradores ainda esperam que a prefeitura possa investir em melhorias para o bairro, já que recursos existem, o que falta é ação e competência por parte da atual administração.
 FOTOS: VIRGÍLIO BRAGA
Colaboradores trabalhando em busca de melhorias para o bairro Nossa Senhora Aparecida, em Pancas
A ponte está sendo construída por moradores deste bairro e de outros. Todos trabalham sem remunerações





Bairro Nossa Senhora Aparecida, falta de infraestrutura é nítido e notório. Moradores reclamam de descaso

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

CRESCE NÚMERO DE PESSOAS COM AIDS EM TRATAMENTO NO ESPÍRITO SANTO



Pelo menos, 5.114 pessoas vivendo com Aids recebem, atualmente, medicamentos antirretrovirais no Espírito Santo e fazem acompanhamento nos 22 Serviços de Atendimento Especializado (SAEs) distribuídos em todas as regiões do Estado. O número de usuários recebendo medicamentos no Espírito Santo teve um aumento de 86% nos últimos cinco anos devido ao trabalho do Governo do Estado, em parceria com os municípios, para garantir a essa população maior acesso ao tratamento.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, Sandra Fagundes, houve uma intensificação da realização de testes rápidos nesse período justamente para tentar conhecer as pessoas infectadas e conseguir encaminhá-las para tratamento nos SAEs. “Em 2013, o Governo do Estado concluiu a capacitação de todas as unidades básicas de saúde dos 78 municípios capixabas para realização dos testes rápidos, o que permitiu melhorar o diagnóstico precoce e, consequentemente, reduzir a mortalidade”, disse a coordenadora.

EPIDEMIA É ESTÁVEL

Sandra diz que a epidemia de Aids no Espírito Santo é considerada estável nos últimos cinco anos. Contudo, não para baixar a guarda. No ano passado, por exemplo, a taxa de detecção da doença na Região Metropolitana de Saúde ficou maior que a do Estado. Foram 21,8 casos novos para cada 100 mil habitantes contra 18,3. A maioria dos casos de Aids no Espírito Santo, segundo a coordenadora, continua acontecendo devido à transmissão sexual (82,7%), tendo ocorrido um aumento de 33,8% na taxa de detecção de casos novos entre homens e de 68,2% na proporção de casos entre homens que fazem sexo com homens.

Quanto à faixa etária, o maior aumento de casos ocorreu entre homens de 15 a 24 anos. dez anos, os casos de Aids nesse público correspondiam a 5,4% do total, e no ano passado representaram 11,8%. Para Sandra, os números indicam a banalização da doença entre o público jovem e a experiência mostra a ocorrência de sexo sem proteção. “O que temos visto são jovens que não vivenciaram o fantasma da Aids e acham que ela é apenas uma doença crônica. E também vemos muitos jovens se contaminando porque fizeram sexo sem preservativo por diferentes motivos”, detalha. Considerando os casos de Aids no Espírito Santo acumulados desde 1985, foram notificados 9.803 casos no Estado, sendo a maioria do sexo masculino: 6.172 (62,9%). Entre as mulheres, o número chegou a 3.631 (37,2%). Uma razão de sexo de 1,9 novos casos em homens para cada caso em mulher

TRANSMISSÃO VERTICAL

Os casos de Aids em menores de cinco anos são um indicador utilizado no Brasil para monitorar a redução da transmissão vertical do HIV, ou seja, transmissão de mãe para filho. No Espírito Santo, a taxa de incidência da doença em crianças menores de cinco no ano passado foi de 0,7 por mil nascidos vivos, enquanto a taxa para que seja considerada eliminada a transmissão vertical do HIV é de menor ou igual a 0,3 por mil nascidos vivos.  

SÍFILIS CONGÊNITA

Quanto à sífilis congênita, taxa de incidência no Espírito Santo em 2013 foi de 6,6 para cada mil nascidos vivos. Para considerar a doença eliminada, a taxa de detecção teria que ficar em 0,5 casos por mil nascidos vivos.

AÇÕES

Segunda-feira, 1º de dezembro

- Pedágio da Prevenção - das 08h às 12h, distribuição de preservativos e material educativo em três semáforos de Vitória: Avenida Maruípe (próximo ao Walmart), Avenida Jerônimo Monteiro (próximo aos Correios) e na descida da Segunda Ponte.

- Laço Vermelho - às 12h, ato simbólico de colocação do laço vermelho, símbolo da luta contra Aids, na Praça Costa Pereira, em Vitória.

- Chá com Prosa - das 14h às 17h, chá da tarde no auditório do Centro de Referência de DST/Aids no Parque MoscosoRua Cais de São Francisco, número 54, Parque Moscoso, Vitória.

- Canto Solidário - às 20h, show com Elaine Rowena no Theatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. O evento fará homenagem à cantora e compositora Maria Bethânia, reunindo artistas capixabas em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids. O ingresso custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e está à venda na bilheteria do Theatro Carlos Gomes. Informações pelos telefones (27) 3132-8399 e (27) 99883-8403. O valor arrecadado será revertido para uma entidade sensível à causa da doença

As informações são da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa)

VILA NOVA E NACIONAL NA FINAL DA COPA DA AMIZADE DE PANCAS

VIRGÍLIO BRAGA

Neste domingo (30), aconteceram os jogos das semi-finais da 3ª Copa da Amizade de Futebol de Pancas. A copa é disputada em duas categorias, aspirante e titular. No Estádio Municipal Jair Marques Vieira, em Laginha, jogaram na categoria aspirante, Juventus de Vila Verde e Mataveli. Os dois times que empataram o primeiro jogo, voltaram a empatar no segundo. O resultado foi 2 a 2, no tempo normal. Com o empate, a disputa foi para as cobranças de pênaltis. O Mataveli se saiu melhor e venceu por 3 a 0, se classificando para a final. Ele vai pegar o Palmeiras de Vila Verde, que venceu o Novo Progresso, por 2 a 0, no Estádio Municipal Laurindo Barbosa, em Pancas. O time de Vila Verde venceu os dois jogos das semi-finais. Já na categoria titular, o título será decidido entre os dois times de Laginha, o Nacional e o Vila Nova, que venceu o Juventude, por 3 a 2, no Estádio Municipal Jair Marques Vieira, no distrito. O Vila Nova venceu todas as partidas que disputou neste campeonato. Já o Nacional garantiu vaga à final, diante do Novo Progresso, no Estádio Municipal Laurindo Barbosa, em Pancas. O jogo que terminou empatado por 0 a 0 foi para as cobranças de pênaltis. Nas penalidades, Babédi e Demir perderam suas cobranças para o Novo Progresso. No Nacional, Wesley Matador também errou. O placar foi 4 a 3 para o Nacional. No próximo domingo (07), na categoria aspirante, Mataveli e Palmeiras, entram em campo, às 14h00. Já à final da categoria titular, entre Nacional e Vila Nova, começará logo após a decisão do aspirante. Os dois jogos serão no Estádio Municipal Laurindo Barbosa, em Pancas. As duas decisões serão em jogo único. A copinha  têm levado um bom público aos dois estádios. O campeonato é organizado pelos incentivadores do esporte local, Élinton Mendes, o Bolinha, Valter Roberto, o Tim e Vaguinho Paiva e conta com apoio de alguns vereadores do município. A Prefeitura de Pancas não apoiou a realização.
 FOTO: VIRGÍLIO BRAGA
Iago do Nacional converte sua cobrança de pênalti e leva seu time para à final contra o Vila Nova de Laginha
O time do Nacional, vai enfrentar seu rival, o Vila Nova, na final da copinha. O jogo será em Pancas, no próximo domingo (07)/foto: Élinton Mendes
 FOTO: ÉLINTON MENDES
Time do Novo Progresso, que perdeu para o Nacional, nas cobranças de pênaltis
 FOTO: ÉLINTON MENDES
Arbitragem do jogo entre Novo Progresso e Nacional. Jaime Chaves (assistente), o árbitro Reuber Chieppe, da Liga de Árbitros de Rio Bananal e Júlio César de Jesus, o Jarrão (assistente)
 FOTOS: VIRGÍLIO BRAGA
O Nacional joga bola na área do Novo Progresso, em busca do gol. Partida terminou empatada em 0 a 0, no jogo normal
 
Jogo entre Palmeiras e Novo Progresso, na categoria aspirante. Time de Vila Verde decide o título contra o Mataveli